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Nova tecnologia de Wi-Fi poderá auxiliar a reconhecer e identificar pessoas por trás das paredes

Se esconder atrás das paredes não será mais suficiente para fugir das câmeras de segurança no futuro. Pelo menos essa é a expectativa de um estudo realizado nos Estados Unidos que utiliza o sinal de Wi-Fi para reconhecer pessoas.

As pesquisas tiveram início em 2013 e estão sendo conduzidas no Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (CSAIL) em parceria com Universidade da Califórnia (UC).

Como funciona a nova tecnologia Wi-Fi para reconhecer pessoas?

A nova tecnologia foi batizada inicialmente de XModal-ID. A ideia é utilizar os sinais de uma rede Wi-Fi para mensurar pessoas enquanto elas caminham por um determinado ambiente com sinal ativo.

Comparando essa informação com os dados registrados pelas câmeras de segurança pode ser possível inferir o trajeto de uma pessoa, ampliando a área de cobertura de câmeras de vigilância mesmo em pontos cegos ou em locais em que não existam câmeras apontadas.

Tudo isso é possível graças a alguns princípios básicos das redes Wi-Fi. Por exemplo, os sinais desse tipo não são capazes de atravessar pessoas e, por essa razão, podem ser usados para criar modelos de pessoas. Dessa forma, a partir de um algoritmo, é possível simular como alguém caminha.

Tecnologia pode aprimorar segurança em áreas públicas

Para chegar até esse ponto nos estudos, os pesquisadores percorreram um longo caminho ao longo dos últimos seis anos. Desde 2013, quando os estudos foram iniciados na CSAIL, até 2019, onde foi aprimorada na UC, muita coisa evoluiu.

No ano passado os pesquisadores desenvolveram um dispositivo de rastreamento baseado em sinais de redes Wi-Fi. Além de localizar uma pessoa em específico, a tecnologia permitiu aos pesquisadores saber quantas pessoas havia em uma sala.

Embora possamos afirmar que, de certa forma, esse tipo de tecnologia é invasiva, por outro lado ela é menos invasiva do que câmeras apontadas para os usuários em todos os ambientes de um espaço público. Os sinais recebidos pelas centrais de segurança não poderiam ser vistos a olho nu, por exemplo, apenas por meio de decodificação via software.

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Redução de custos de instalação

Diferentemente do que acontece com as câmeras de segurança, que precisam ser instaladas em todos os ambientes para gerarem imagens e apresentarem uma cobertura eficiente, a nova tecnologia elimina essa necessidade. Como o sinal Wi-Fi pode atravessar paredes, o alcance passa a ser maior e não cai o nível de confiabilidade dos dados.

Na divulgação de detalhe do estudo, os pesquisadores mencionam a identificação hipotética de um suspeito de assalto. A tecnologia Wi-Fi poderia ser utilizada para identificar a pessoa com maior precisão mesmo que as câmeras de segurança não conseguissem capturar o seu rosto.

Quando combinados os dados, o resultado seria ainda mais assertivo, chegando a até 95%, segundo as projeções iniciais. A tecnologia segue em fase de aperfeiçoamento e não há previsão de quando ela poderá ser utilizada em escala comercial. Contudo, baseado no que foi desenvolvido até aqui, ela parece bastante promissora.

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